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Divulgada a programa??o da 34? Bienal com 25 institui??es parceiras em S?o Paulo
21 Jan 2020
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Os espa?os parceiros, espalhados pela cidade de S?o Paulo, apresentam, em sua maioria, exposi??es individuais de artistas que tamb m ser?o exibidos no Pavilh?o da Bienal de outubro a dezembro. Conversas abertas e um simp sio internacional tamb m est?o inclusos na programa??o.*

Concebida como uma polifonia de vozes e vis?es a partir da produ??o art stica contempor?nea, a 34? Bienal de S?o Paulo Faz escuro mas eu canto pretende reivindicar o direito   complexidade e   opacidade, tanto das express?es da arte e da cultura quanto das pr prias identidades de sujeitos e grupos sociais. Para tanto, a edi??o adota um novo formato, que prop?e criar uma multiplicidade de situa??es distintas em que possa se dar o encontro entre obras de arte e p blico. Com esta estrat gia, a equipe curatorial, formada por Jacopo Crivelli Visconti, Paulo Miyada, Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Est vez, salienta o quanto as interpreta??es e significa??es atribu das  s obras s?o el sticas e influenciadas, entre outros fatores, pelos di logos poss veis com os trabalhos exibidos ao seu redor.?

Al m de se alongar no tempo, com a realiza??o de mostras individuais e eventos perform ticos no Pavilh?o da Bienal j  a partir de 8 de fevereiro, a 34? Bienal tamb m se expande no espa?o, ao trabalhar com 25 institui??es da cidade de S?o Paulo. A ampla rede de parcerias institucionais da Funda??o Bienal de S?o Paulo cultivadas ao longo dos anos e motivadas pela pot ncia e riqueza possibilitadas pelo di logo e por colabora??es  , nesta edi??o da mostra, aprofundada, passando a englobar, para al m das rela??es institucionais, uma malha de rela??es art sticas e curatoriais.?

Na maior parte dos casos, a parceria consiste em exposi??es individuais realizadas em institui??es da cidade. Essas mostras oferecem ao p blico uma oportunidade para construir leituras aprofundadas de artistas que participam da grande coletiva que ocupa o Pavilh?o da Bienal a partir de setembro onde os trabalhos se encontram em di logo com outros artistas e debates. Assim, cerca de um quarto dos artistas que poder?o ser vistos na mostra coletiva da 34? Bienal integram essa rede expositiva, a qual resulta de meses de di logo entre gestores e curadores dos diferentes espa?os, al m de curadores convidados. H , tamb m, casos em que as colabora??es assumem outros formatos, como um programa de v deo e um semin rio internacional.

“Localizada no complexo cultural do Parque Ibirapuera e com sua origem entrela?ada com a de outras institui??es, como o MAM e o MAC, a Funda??o Bienal j  nasceu com uma forte voca??o para o estabelecimento de conex?es. A 34? Bienal acontece, ent?o, como fruto do encontro e da potencializa??o m tua entre projeto curatorial e atua??o institucional, e pelo reconhecimento de que   preciso, hoje mais do que nunca, ressaltar a import?ncia do di logo e das rela??es entre diferentes”, afirma Jos  Olympio da Veiga Pereira, presidente da Funda??o.

A 34? Bienal se estrutura justamente a partir das m ltiplas rela??es que se instauram entre quest?es art sticas e institucionais num evento desse porte. “Todos os artistas exibidos nas institui??es parceiras tamb m estar?o presentes no Pavilh?o da Bienal a partir de setembro, mas a experi ncia do encontro com suas obras por parte dos visitantes, em cada um dos casos, ser  imensamente diferente. E   nessa multiplicidade de rela??es poss veis e em constante transforma??o que esta edi??o da Bienal encontra um de seus norteadores centrais”, afirma Jacopo Crivelli Visconti, curador geral desta edi??o.?

Paulo Miyada, curador adjunto, complementa: “S?o Paulo   uma metr pole complexa em que coabitam muitos p blicos. Ao mobilizar essa rede de parcerias, a Bienal ganha oportunidade de aproximar-se de outros contextos urbanos e dos p blicos que cada institui??o cultiva cotidianamente. Os visitantes de espa?os muito variados ser?o instigados a visitar a Bienal para reencontrar a obra de um artista em um di logo expandido, ou, ao contr rio, os visitantes da Bienal poder?o se sentir compelidos a conhecer um espa?o cultural novo caso desejem um mergulho mais longo na produ??o de um artista”.

PROGRAMA??O

Casa do Povo
Noa Eshkol
Curadoria: Benjamin Seroussi e Mar lia Loureiro
Data: outubro de 2020

Exposi??o individual da core grafa, te rica e artista israelense Noa Eshkol (1924, Kibbutz Degania Bet, Palestina 2007, Holon, Israel). Conhecida pela cria??o do Eshkol-Wachman Movement Notation [Anota??es de Movimento Eshkol-Wachman], ela incorporou   sua pr tica, a partir de 1973, a cria??o de tape?arias costuradas com aparas e trapos pelos pr prios dan?arinos de sua companhia. A exposi??o apresentar  uma sele??o de tape?arias e parte do arquivo de Eshkol, acompanhados por uma oficina de dan?a que visa o seu legado em fric??o com pr ticas contempor?neas.

Centro Cultural Banco do Brasil S?o Paulo
Giorgio Morandi
Curadoria: Alberto Salvadori e Gianfranco Maraniello
Data: 25/8 - 23/11/2020

Individual do pintor italiano Giorgio Morandi (18901964) pontuada por obras de artistas contempor?neos inspiradas em seu trabalho. Morandi   um dos pintores mais conhecidos do s culo XX, principalmente pela profundidade e intensidade que alcan?ou ao pintar repetidamente uma gama muito restrita de assuntos. Muitas vezes dedicado a pinturas de naturezas-mortas em especial de um mesmo conjunto de garrafas v treas , fez do que parecia sutil e prosaico o mote para uma monumental investiga??o da pintura, do tempo e das rela??es produzidas pelo olhar.??

Centro Cultural S?o Paulo
Jota Momba?a
Curadoria: H lio Menezes?
Data: 29/8 - 31/10/2020

Individual da artista queer Jota Momba?a, que transita entre performance, ativismo e escrita. Momba?a (1991, Natal, RN) participou de resid ncia art stica junto ao Capacete 2017 na Documenta 14 (Atenas/Kassel). Realizou performances em institui??es como Instituto Goethe, S?o Paulo (2014); Pinacoteca do Estado do Rio Grande do Norte, Natal (2013); e Casa Selv tica, Curitiba (2013). Vive em Natal (RN).??

Centro de Forma??o Cultural Cidade Tiradentes
Marinella Senatore?
Data: setembro - dezembro de 2020

A exposi??o   resultado de trabalho de imers?o e colabora??o da artista Marinella Senatore (1977, Cava de' Tirreni, It lia) com coletivos e agentes da Cidade Tiradentes que se interessem em participar de oficinas de cria??o de uma obra perform tica e narrativa. Com forma??o em m sica, artes visuais e cinema, Senatore   uma artista multidisciplinar cuja pr tica   marcada por pronunciada dimens?o coletiva e participativa. Seu trabalho se desenvolve em linguagens e suportes variados, como colagem, performance, escultura, fotografia e v deo, em que sua experi ncia pessoal autobiogr fica   mesclada a narrativas coletivas compartilhadas. Com uma trajet ria extensa, a artista j  exibiu em institui??es nos Estados Unidos, Israel, ?frica do Sul, China, Equador e diversos pa ses da Europa.?

IAC - Instituto de Arte Contempor?nea
Antonio Dias - Arquivos de Trabalho
Data: agosto - novembro de 2020

Exposi??o de material do arquivo do artista Antonio Dias (1944, Campina Grande, PB 2018, Rio de Janeiro, RJ) abrigado no Instituto de Arte Contempor?nea. Radicado no Rio de Janeiro a partir de 1957, sua vasta produ??o teve um papel fundamental para a Nova Figura??o brasileira na d cada de 1960. A partir do final dessa d cada, teve intensa experi ncia internacional e tra?ou di logos com a arte povera, a arte conceitual e a Transvanguarda. Seus cadernos, notas e projetos oferecem uma nova entrada ao seu sempre inquieto pensamento. Antonio Dias apresentou suas obras em mais de uma centena de exposi??es individuais e coletivas nas mais importantes institui??es do mundo. Participou de diversas edi??es de bienais, como a 16?, 22?, 24?, 29? e 33? Bienais de S?o Paulo, a 1? e a 5? Bienal do Mercosul (1997, 2005) e a 4? e 8? Bienal de Paris (1965 e 1973).?

Instituto Bardi / Casa de Vidro
Trajal Harrell
Data: setembro de 2020

Performance do core grafo americano Trajal Harrell (1973, Douglas, GA, EUA), que problematiza, em suas obras, a hist ria, constru??o e interpreta??o da dan?a contempor?nea, convergindo refer ncias do campo experimental da hist ria da dan?a com performatividades identificadas com outros corpos e espa?os, como o voguing, o hoochi-koochie e o but?. Seu trabalho foi apresentado em festivais na Europa, Canad  e Brasil, e espa?os como The Kitchen (Nova York, EUA), Walker Art Center (Minneapolis, EUA) e REDCAT (Los Angeles, EUA), entre outros. Realizou performances no contexto das artes visuais em institui??es como MoMA, MoMA PS1, The New Museum e The Bronx Museum (Nova York, EUA), Fondation Cartier pour L’art Contemporain (Paris, Fran?a), Centre Pompidou-Metz (Metz, Fran?a) e Funda??o Serralves (Porto, Portugal).?

IMS Paulista
Carolina Maria de Jesus (t tulo provis rio)
Curadoria: H lio Menezes e Raquel Barreto
Data: a partir de agosto de 2020

O Instituto Moreira Salles apresenta uma exposi??o dedicada a Carolina Maria de Jesus (1914, Sacramento, MG 1977, S?o Paulo, SP). Com curadoria de H lio Menezes e Raquel Barreto, a exposi??o trata de aspectos da trajet ria e obra desta escritora reconhecida desde a publica??o de Quarto de despejo (1960) como uma das express?es mais relevantes para a cultura brasileira do s culo XX. A exposi??o problematizar  percep??es estereotipadas sobre a escritora, s mbolo para a comunidade negra do pa s e refer ncia fundamental para refletir o momento presente.

Instituto Tomie Ohtake
Alex Katz
Curadoria: Robert Storr
Data: agosto - outubro de 2020

Primeira exposi??o individual em uma institui??o brasileira de um dos maiores pintores figurativos norte-americanos vivos. Ao longo de uma carreira de mais de 70 anos, Alex Katz (Nova York, EUA, 1927) construiu uma obra singular, que desafia entendimentos gerais sobre as fun??es e temas da arte contempor?nea. Realizou mais de 200 exposi??es internacionais em institui??es como Whitney Museum of American Art (Nova York, EUA), Museum of Fine Arts, Boston (EUA) e National Portrait Gallery (Londres, Reino Unido). Mais 100 cole??es p blicas em todo o mundo cont m obras de sua autoria, incluindo acervos de museus como o Metropolitan Museum of Art (Nova York, EUA), MoMA (Nova York, EUA), Tate Gallery (Londres, Reino Unido) e Albertina Museum (Viena, ?ustria). Vive entre Nova York e Lincolnville (Maine), nos EUA.

Ita  Cultural
Lygia Pape: Gestos de encanta??o
Curadoria: Luis Camillo Osorio / Parceria: Projeto Lygia Pape / Projeto Expogr fico: Daniela Thomas e Felipe Tassara
Data: 22/8 - 8/11/2020

Um panorama da produ??o da artista, explora as possibilidades experimentais de suas inven??es (liberdades) e as aberturas ao outro (encantamentos). Lygia Pape (1927, Nova Friburgo, RJ 2004, Rio de Janeiro, RJ) foi uma das artistas mais proeminentes do movimento neoconcretista brasileiro na segunda metade da d cada de 1950. Nas d cadas que se seguiram, esteve sempre comprometida com a experimenta??o e a reflex?o sobre o lugar da arte na cultura e na vida cotidiana.

Japan House S?o Paulo
Yuko Mohri
Curadoria: Natasha Barzaghi Geenen
Data: agosto - dezembro de 2020

Individual de Yuko Mohri (1980, Kanagawa, Jap?o). A artista produz instala??es compostas? por elementos mec?nicos vindos de utens lios dom sticos e de outros objetos cotidianos. Muitas vezes, se pauta pela filosofia japonesa do You-no-bi, ressignificando esses objetos com um olhar apurado, observando o belo no ordin rio. Dentre suas individuais, destacam-se as apresentadas no Camden Arts Centre (Londres, Inglaterra, 2018); Mori Art Museum (T quio, Jap?o, 2016). Seu trabalho foi inclu do em diversas exposi??es coletivas, dentre elas: a 5? Bienal de Arte Contempor?nea de Ural (R ssia, 2019); Centro de Arte Contempor neo Wifredo Lam (Havana, Cuba, 2018); 14? Bienal de Lyon (Fran?a, 2017); Kochi-Muziris Biennale 2016 (?ndia, 2016); Yokohama Triennale 2014 (Kanagawa, Jap?o, 2014). Vive em T quio.

Museu Afro Brasil
Frida Orupabo
Data: setembro - dezembro de 2020

Exposi??o individual de Frida Orupabo (1986, Sarpsborg, Noruega). A artista combina fotografias e imagens encontradas em seu arquivo pessoal para criar colagens digitais que exploram temas de ra?a, g nero, identidade, sexualidade. O trabalho da artista foi exibido em diversas institui??es, entre elas, Portikus, Frankfurt Am Main (Alemanha, 2019); Moderna Museet (Estocolmo, Su cia, 2019); Kunstnernes Hus (Oslo, Noruega, 2019) e Serpentine Gallery (Londres, Inglaterra, 2017). Orupabo participou da 58? Bienal de Veneza (2019). Vive em Oslo (Noruega).?

Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia (MuBE)
Juraci D rea
Curadoria: Cau  Alves
Data: setembro - outubro de 2020

Mostra individual de um artista ainda pouco conhecido pelo grande p blico, apesar da import?ncia do seu trabalho, principalmente no que diz respeito a quest?es ecol gicas e ao di logo com a cultura popular e o povo sertanejo. Juraci D rea (1944, Feira de Santana, BA)   artista visual e arquiteto. Pioneiro da integra??o da arte com a paisagem na arte brasileira, realiza uma obra imbricada no sert?o da Bahia e, mais especificamente, dialoga com a civiliza??o do couro, cuja tradi??o ainda subsiste na regi?o conformada entre Monte Santo, Canudos e? Feira de Santana, onde reside e trabalha. Participou de diversas exposi??es no Brasil e no exterior. Idealizou, em 1996, o Museu de Arte Contempor?nea de Feira de Santana.

Museu da Cidade de S?o Paulo: Capela do Morumbi
Adri n Balseca
Curadoria: Gabriela Rios
Data: 25/7 - 15/11/2020

Adri n Balseca (1989, Quito, Equador) realizar  uma instala??o na Capela do Morumbi, unidade do Museu da Cidade de S?o Paulo, em di logo com sua hist ria. Com elementos ensa sticos, sua pesquisa aborda din?micas extrativistas e seus impactos ao meio-ambiente. Participou da 21? Bienal de Arte Contempor?nea Sesc_Videobrasil (S?o Paulo, SP, 2019) e da 1? osloBIENNALEN (Noruega, 2019 - 2024). ? membro fundador do grupo La Selecta-Cooperativa Cultural e parte do coletivo de arte comunit ria Tranv a Cero, ambos com sede em Quito.

Museu de Arte Contempor?nea da Universidade de S?o Paulo (MAC USP)
Regina Silveira
Curadoria: Ana Magalh?es e Helouise Costa
Data: 29/8/2020 - 2/8/2021

Exposi??o retrospectiva de Regina Silveira. Silveira (1939, Porto Alegre, RS). Mestre e doutora em Arte pela ECA USP, onde tamb m foi professora, Silveira   uma expoente da arte conceitual e da experimenta??o de linguagens e meios, tendo sua trajet ria entrecruzada com a pr pria hist ria do MAC USP. Essa exposi??o concentra-se nas obras da artista que integram o acervo do museu, um conjunto que neste ano recebe um importante acr scimo com uma nova doa??o. Desde os anos 1960, realiza exposi??es individuais e participa de coletivas selecionadas, no Brasil e exterior. Participou das 16?, 17? e 24? Bienais de S?o Paulo (1981, 1983, 1998) e de in meras outras grandes exposi??es, como: Bienal de Curitiba (SC, 2013 e 2015); Bienal do Mercosul (Porto Alegre, RS, 2001 e 2011); Bienal de La Habana (Cuba, 1986, 1998 e 2015); 6? Taipei Biennial (Taiwan, 2006); 2? Setouchi Triennale (Jap?o, 2016) e 1a BienalSur (Argentina, 2017). Vive em S?o Paulo (SP).??

Museu de Arte de S?o Paulo Assis Chateaubriand (MASP)
Trajal Harrell em Hist rias da dan?a
Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor art stico, MASP; Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contempor?nea, MASP; Olivia Ardui, curadora-assistente, MASP
Data: 26/6 - 5/11/2020?

Performance do core grafo americano Trajal Harrell (1973, Douglas, GA, EUA) integra o eixo Hist rias da dan?a, que norteia a programa??o do Museu de Arte de S?o Paulo em 2020. Internacionalmente premiado, Harrell apresentou seu trabalho em festivais na Europa, Canad  e Brasil, e espa?os como The Kitchen (Nova York, EUA), Walker Art Center (Minneapolis, EUA) e REDCAT (Los Angeles, EUA), entre outros. Realizou performances no contexto das artes visuais em institui??es como MoMA, MoMA PS1, The New Museum e The Bronx Museum (Nova York, EUA), Fondation Cartier pour L’art Contemporain (Paris, Fran?a), Centre Pompidou-Metz (Metz, Fran?a) e Funda??o Serralves (Porto, Portugal).

Museu de Arte Moderna de S?o Paulo (MAM S?o Paulo)
Jaider Esbell
Data: setembro - dezembro de 2020

Ampla mostra sobre o trabalho e o papel catalisador do artista Macuxi Jaider Esbell (1979, Normandia, RR). Esbell viveu at  aos 18 anos na regi?o que hoje corresponde   Terra Ind gena Raposa Serra do Sol, quando ent?o se mudou para Boa Vista, a capital do estado de Roraima. Sua primeira atua??o de grande visibilidade foi com o pr mio/bolsa Funarte/MINC, um fomento a novos escritores, em 2010. O produto   a obra liter ria “Terreiro de Makunaima mitos, lendas e est rias em viv ncias”. Em 2011, realizou, em Normandia (RR) sua primeira exposi??o com autocuradoria e, em 2013, organizou o I Encontro de Todos os Povos. Estas tr s realiza??es evidenciam sua trajet ria e atua??o ao projetar o Sistema AIC Arte Ind gena Contempor?nea. Com o termo coletividade, Esbell atua de forma m ltipla, combinando o papel de artista, curador, escritor, educador, promotor e catalisador cultural. Suas vis?es de mundo figuram hoje entre os maiores nomes do “pensamento ind gena” brasileiro.

Museu Lasar Segall
Lasar Segall: o eterno caminhante
Curadoria: Giancarlo Hannud
Data:?outubro - dezembro 2020

Exposi??o de longa dura??o do acervo do Museu. Antes de mudar-se para o Brasil, Lasar Segall (1889, Vilnius, Litu?nia 1957, S?o Paulo, SP) viveu na Alemanha entre 1906 e 1923, onde aderiu  s est tica de vanguarda que desafiavam as linguagens art sticas tradicionais. Radicado no Brasil, Segall incorporou-se ao nascente movimento modernista, sendo um de seus expoentes e consolidando-se, ao longo de sua vida, como um dos grandes nomes da arte moderna brasileira. Durante a sua trajet ria art stica, escreveu e publicou textos, proferiu confer ncias e, sobretudo, pintou, gravou e esculpiu incessantemente.?

Oficina Cultural Oswald de Andrade
Conversas p blicas
Data: outubro 2019 - julho de 2020

No contexto da promo??o de situa??es que possibilitem uma pluralidade enriquecedora de posicionamentos e pontos de vista, a Oficina Cultural Oswald de Andrade recebe falas e encontros com artistas, curadores e especialistas que participam da 34? Bienal? as primeiras a??es a compor a programa??o p blica da mostra.

Pa?o das Artes
Semin rio Internacional de Arte Contempor?nea 2020
Organiza??o:?Priscila Arantes e Vinicius Spricigo
Data: 18 e 19/9/2020

Desde sua primeira edi??o, em 2005, o Semin rio Internacional do Pa?o das Artes cria um espa?o de di logo e troca entre institui??es, artistas e pesquisadores nacionais e internacionais para refletir sobre temas relacionados   arte e   cultura contempor?nea. Neste ano, o evento acontecer  no Audit rio do Pavilh?o Ciccillo Matarazzo e abordar  a poss vel atualidade do debate sobre a p s-colonialidade, discutindo seus limites e suas intersec??es com a produ??o art stica contempor?nea.

Pinacoteca de S?o Paulo / Esta??o
Joan Jonas
Curadoria: Berta Sichel
Data: 9/5 - 12/10/2020

Primeira exposi??o individual de um dos nomes mais importantes da performance dos anos 1960. Joan Jonas (1936, Nova York, EUA)   reconhecida por suas obras multim dias que tipicamente englobam v deo, performance, instala??o, som, texto e desenho. Pioneira da videoarte e da performance, seus projetos e experimenta??es influenciaram profundamente o desenvolvimento dessas linguagens. Internacionalmente premiada e com centenas de exposi??es individuais e coletivas no curr culo, Jonas participou da Documenta V, VI, VII, VIII, XI e XIII (Kassel, Alemanha) e representou os Estados Unidos na 56? Bienal de Veneza (2015). Vive em Nova York (EUA).

Piv?
Beatriz Santiago Mu?oz
Curadoria: Fernanda Brenner
Data: 29/8 - 24/10/2020

Beatriz Santiago Mu?oz (1972, San Juan, Porto Rico) ocupa o espa?o principal do Piv? com uma sele??o de trabalhos de diferentes per odos de sua trajet ria, que investiga as possibilidades e formatos da imagem em movimento. Sua pesquisa se d  no limiar entre a fic??o e o documental e se apoia em estudos p s-coloniais e feministas, al m da etnografia experimental, para construir um universo visual carregado de mitologias locais, pesquisas hist ricas e sobretudo informado pelo contato direto e pelas trocas que estabelece com seus interlocutores, sejam eles atores ou n?o-atores.?

Sesc Carmo
Eleonora Fabi?o
Abertura: 1/9, 19h. Visita??o: 2/9 - 30/12/2020

Proposi??o da performer e te rica carioca sobre o papel da performance na arte contempor?nea. Eleonora Fabi?o (1968, Rio de Janeiro, RJ) realiza trabalhos nas ruas desde 2008. Se interessa por po ticas e  ticas do estranho, do encontro e do prec rio. ? professora da P s-Gradua??o em Artes da Cena e do Curso de Dire??o Teatral na Escola de Comunica??o da UFRJ. ? Doutora em Estudos da Performance (New York University), Mestre em Estudos da Performance (New York University) e Mestre em Hist ria Social da Cultura (PUC-RJ).

Sesc Interlagos
Abel Rodr guez
Curadoria: Jos  Roca
Abertura: 29/8, 11h. Visita??o: 29/8 - 29/11/2020

Di logo entre Abel Rodr guez e outros artistas contempor?neos sobre as quest?es ind genas e ecol gicas que seu trabalho discute. Nascido na Amaz?nia colombiana, Abel Rodr guez (c. 1944, regi?o de Cahuinar , Col?mbia) foi criado para se tornar um profundo conhecedor de plantas. Ao ser convidado para ser o guia local de uma expedi??o realizada por uma ONG que estuda a floresta tropical, conheceu um bi logo que, anos depois, o convidou para trabalhar como um especialista na flora local e deu a ele ferramentas para realizar desenhos bot?nicos. Suas ilustra??es s?o criadas com base em suas mem rias e nos conhecimentos adquiridos por tradi??es orais. Em 2008, seus desenhos foram exibidos no Museo Botero, em Bogot , abrindo espa?o para que sua obra seja mostrada em in meras exposi??es no continente americano e na Europa, incluindo a Documenta XIV (Kassel, Alemanha).

Sesc Pompeia
Alfredo Jaar
Curadoria: Moacir dos Anjos
Abertura: 2/9, 20h. Visita??o: 3/9/2020 - 24/1/2021

Ampla e aguardada exposi??o antol gica de um dos mais importantes artistas chilenos contempor?neos. Artista, arquiteto e cineasta, Alfredo Jaar (1956, Santiago, Chile)   mais conhecido por suas instala??es, que geralmente incorporam fotografias e abordam temas de natureza s cio-pol tica. Sua obra foi extensivamente exibida por todo o mundo. Participou das 42?, 52?, 53? e 55? Bienais de Veneza (1986, 2007, 2009, 2013), 19?, 20? e 29? Bienais de S?o Paulo; e Documenta VIII e XI (Kassel, Alemanha). Realizou mais de 60 interven??es p blicas em todo o mundo. Vive em Nova York (EUA).??

Videobrasil
Programas de v deo: Acervo Hist rico Videobrasil em di logo
Data: 5/9 - 6/12/2020?

Conjunto de programas de v deo apresentados periodicamente no audit rio do Pavilh?o da Bienal. Os programas prop?em rela??es entre obras de artistas integrantes da 34? Bienal de S?o Paulo e o acervo da Associa??o Cultural Videobrasil.

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No Pavilh?o da Bienal

No Pavilh?o da Bienal, como anunciado previamente, al m da mostra coletiva que acontece de setembro a dezembro, exposi??es individuais e eventos perform ticos s?o apresentados a partir de fevereiro. Todas as atividades t m entrada gratuita.

Ximena Garrido-Lecca?
exposi??o individual?
8 de fevereiro a 15 mar?o

Neo Muyanga
performance
8 de fevereiro de 2020, 11h

Exposi??o coletiva
3 de outubro?a?13 de dezembro de 2020*

*Devido a pandedmia de covid-19, o calend rio da 34? Bienal de S?o Paulo sofreu ajustes para garantir a seguran?a dos visitantes, artistas e colaboradores.?

Faz Escuro Mas Eu Canto

Encarado mais como uma afirma??o que como um tema, o t tulo da?34? Bienal de S?o Paulo, “Faz escuro mas eu canto”,   um verso do poeta Thiago de Mello, publicado em livro hom?nimo do autor em 1965. Em sua obra, o poeta amazonense fala de maneira clara dos problemas e das esperan?as de milh?es de homens e mulheres ao redor do mundo: “A esperan?a   universal, as desigualdades sociais s?o universais tamb m (...). Estamos num momento em que o apocalipse est  ganhando da utopia. Faz tempo que fiz a op??o: entre o apocalipse e a utopia, eu fico com a utopia”, afirma o escritor. Jacopo Crivelli Visconti completa: “por meio de seu t tulo, a 34? Bienal reconhece o estado de ang stia do mundo contempor?neo enquanto real?a a possibilidade de exist ncia da arte como um gesto de resili ncia, esperan?a e comunica??o”.

34? Bienal de S?o Paulo Faz escuro mas eu canto
Equipe curatorial
Curador geral: Jacopo Crivelli Visconti
Curador adjunto: Paulo Miyada
Curadores convidados: Carla Zaccagnini, Francesco Stocchi e Ruth Est vez?
Editora convidada: Elvira Dyangani Ose?em colabora??o com The Showroom, London

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